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Ex-prefeito de Nova Iguaçu Nelson Bornier morre vítima da covid-19

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Nelson Bornier foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1990 e foi reeleito para mais quatro mantatos seguidos. Entrou na câmara pelo PL, mas depois passou pelo PSDB, voltou ao PL para terminar no MDB.

Políticos brasileiros que foram vítimas da covid-19 O ex-prefeito de Nova Iguaçu Nelson Bornier morreu vítima da Covid-19, aos 71 anos, na manhã deste domingo (11). Ele estava internado há mais de um mês, em um hospital na Tijuca Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo Senador Major Olimpio (PSL-SP) é o terceiro a ser vítima de Covid-19. Eleito com nove milhões de votos, Olimpio foi internado no último dia 2 e intubado quatro dias depois. Ele deixa mulher e dois filhos Foto: Adriano Machado / Reuters Helenês Cândido, de 86 anos, ex-governador de Goiás, não suportou três dias na fila por UTI. Ele estava sendo transferido para um leito em Caldas Novas. Ele estava internado em uma unidade de tratamento semi-intensivo, no hospital de campanha de Santa Helena O prefeito de Goiânia, Maguito Vilela (MDB), pegou covid-19 durante a campanha eleitoral de 2020 e foi eleito quando estava internado. Ele chegou a tomar posse por assinatura virtual, mas não resistiu à doença Foto: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) morreu em outubro vítima da doença. Com plataforma conservadora, chegou a negar os riscos da doença Foto: Guito Moreto / Agência O Globo Pular PUBLICIDADE Outra vítima da pandemia foi o deputado estadual Gil Vianna (PSL-RJ), que tinha 54 anos Foto: Divulgação Na Alerj, o deputado estadual João Peixoto (Democracia Cristã) também morreu por Covid-19, aos 75 anos Foto: Divulgação Com apenas 33 anos, o ex-deputado federal Caio Narcio (PSDB-MG) morreu após mais de um mês internado por causa do novo coronavírus. Ele também lutava contra uma meningoencefalite autoimune Foto: LUIS MACEDO / Câmara dos Deputados O prefeito de São José do Divino, no Piauí, Antônio Nonato Lima Gomes (PT), conhecido como Antonio Felícia, foi a primeira vítima fatal de coronavírus registrada no estado Foto: Divulgação/ Prefeitura de São José do Divino O ex-deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG) morreu aos 90 anos com complicações da Covid Foto: Divulgação/PSDB Pular PUBLICIDADE Nelson Meurer, ex-deputado e primeiro político condenado na Operação Lava Jato, morreu em decorrência da Covid-19 em julho. Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados O prefeito em exercício de Viamão (RS), Valdir Jorge Elias (MDB), conhecido como Russinho, morreu em julho. Ele era vice-prefeito e assumiu a prefeitura em fevereiro após o prefeito André Pacheco ser afastado por suspeita de fraude Foto: Divulgação O prefeito de Alto Taquari (MT), Fabio Garbugio (PDT), morreu aos 46 anos. Ele tinha hipertensão e começou a sentir os primeiros sintomas da covid oito dias antes de morrer Foto: Divulgação O prefeito de Água Doce do Norte (ES), Paulo Márcio Leite Ribeiro (PSB), morreu aos 50 anos e deixou duas filhas, de 18 e 23 anos Foto: Divulgação Outro político vítima do coronavírus foi o prefeito de Duas Barras, na Região Serrana do Rio, Luiz Carlos Botelho Lutterbach (PP), de 55 anos Foto: Facebook / Reprodução Pular PUBLICIDADE O prefeito de Ingá, Manoel Batista Chaves Filho, conhecido como Manoel da Lenha (PSD), morreu por Covid-19, aos 64 anos. Ele era do grupo de risco e não resistiu à doença Foto: Divulgação Após quase dois meses internado, o prefeito de Borebi (SP), Antônio Carlos Vaca (PSDB), morreu em junho, quando a cidade contabilizava apenas 9 casos positivos de coronavírus Foto: Divulgação O vice-prefeito de Uberada (MG), João Gilberto Ripposati, morreu em setembro, aos 59 anos, depois de 14 dias internado, lutando contra a doença Foto: Divulgação Vice-prefeito eleito de Jacinto Machado, no Sul de Santa Catarina, José Francisco de Aguiar (PSL), o Zezinho, morreu aos 63 anos, em dezembro, também vítima da Covid. Ele não apresentava comorbidades, segundo a prefeitura da cidade Foto: Divulgação Wilson Braga, ex-governador da Paraíba, morreu aos 88 anos, em maio de 2020, na cidade de João Pessoa. Braga passou mais de 15 dias internado em um hospital particular. O exame que atestou positivo para o coronavírus havia saído um dia depois da confirmação que a esposa dele, a ex-deputada federal Lúcia Braga, também havia morrido com Covid-19 Foto: Divulgação Em outubro de 1994, com o apoio de prefeitos da Baixada Fluminense e de municípios vizinhos, foi o quarto deputado mais votado do estado. No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) anulou a eleição, devido à grande quantidade de votos em branco, e convocou novo pleito em novembro, quando Bornier foi confirmado no cargo. No mês seguinte, desligou-se do PL e ingressou no PSDB. Em fevereiro de 1995, assumiu o segundo mandato, licenciando-se imediatamente, para se manter no cargo de secretário Especial da Baixada Fluminense e Municípios Adjacentes, do governo de Marcelo Alencar. Em 1996, renunciou ao cargo para assumir pela primeira vez a Prefeitura de Nova Iguaçu no ano seguinte

RIO — O ex-prefeito de Nova Iguaçu Nelson Bornier, 71 anos, morreu na manhã deste domingo em decorrência de complicações da covid-19. Ele estava internado há mais de um mês, em um hospital na Tijuca. Nas redes sociais, Felipe Bornier, filho do ex-prefeito, deixou uma mensagem de despedida do pai. A prefeitura de Nova Iguaçu decretou luto oficial de três dias.

“Pai, Você será para sempre o meu herói e minha maior referência.Você vai fazer muita falta principalmente pelo exemplo de homem que foi.Pai, a sua memória e a sua história serão sempre repetidos com amor, carinho e respeito. Você continuará eternamente presente em nossas vidas e em nossos corações. Vá em paz e daí de cima olhe por nós Te amo. #novaiguaçu #nelsonbornier”.

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Nelson Bornier foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1990 e foi reeleito para mais quatro mantatos seguidos. Entrou na câmara pelo PL, mas depois passou pelo PSDB, voltou ao PL para terminar no MDB.

Políticos brasileiros que foram vítimas da covid-19 O ex-prefeito de Nova Iguaçu Nelson Bornier morreu vítima da Covid-19, aos 71 anos, na manhã deste domingo (11). Ele estava internado há mais de um mês, em um hospital na Tijuca Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo Senador Major Olimpio (PSL-SP) é o terceiro a ser vítima de Covid-19. Eleito com nove milhões de votos, Olimpio foi internado no último dia 2 e intubado quatro dias depois. Ele deixa mulher e dois filhos Foto: Adriano Machado / Reuters Helenês Cândido, de 86 anos, ex-governador de Goiás, não suportou três dias na fila por UTI. Ele estava sendo transferido para um leito em Caldas Novas. Ele estava internado em uma unidade de tratamento semi-intensivo, no hospital de campanha de Santa Helena O prefeito de Goiânia, Maguito Vilela (MDB), pegou covid-19 durante a campanha eleitoral de 2020 e foi eleito quando estava internado. Ele chegou a tomar posse por assinatura virtual, mas não resistiu à doença Foto: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) morreu em outubro vítima da doença. Com plataforma conservadora, chegou a negar os riscos da doença Foto: Guito Moreto / Agência O Globo Pular PUBLICIDADE Outra vítima da pandemia foi o deputado estadual Gil Vianna (PSL-RJ), que tinha 54 anos Foto: Divulgação Na Alerj, o deputado estadual João Peixoto (Democracia Cristã) também morreu por Covid-19, aos 75 anos Foto: Divulgação Com apenas 33 anos, o ex-deputado federal Caio Narcio (PSDB-MG) morreu após mais de um mês internado por causa do novo coronavírus. Ele também lutava contra uma meningoencefalite autoimune Foto: LUIS MACEDO / Câmara dos Deputados O prefeito de São José do Divino, no Piauí, Antônio Nonato Lima Gomes (PT), conhecido como Antonio Felícia, foi a primeira vítima fatal de coronavírus registrada no estado Foto: Divulgação/ Prefeitura de São José do Divino O ex-deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG) morreu aos 90 anos com complicações da Covid Foto: Divulgação/PSDB Pular PUBLICIDADE Nelson Meurer, ex-deputado e primeiro político condenado na Operação Lava Jato, morreu em decorrência da Covid-19 em julho. Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados O prefeito em exercício de Viamão (RS), Valdir Jorge Elias (MDB), conhecido como Russinho, morreu em julho. Ele era vice-prefeito e assumiu a prefeitura em fevereiro após o prefeito André Pacheco ser afastado por suspeita de fraude Foto: Divulgação O prefeito de Alto Taquari (MT), Fabio Garbugio (PDT), morreu aos 46 anos. Ele tinha hipertensão e começou a sentir os primeiros sintomas da covid oito dias antes de morrer Foto: Divulgação O prefeito de Água Doce do Norte (ES), Paulo Márcio Leite Ribeiro (PSB), morreu aos 50 anos e deixou duas filhas, de 18 e 23 anos Foto: Divulgação Outro político vítima do coronavírus foi o prefeito de Duas Barras, na Região Serrana do Rio, Luiz Carlos Botelho Lutterbach (PP), de 55 anos Foto: Facebook / Reprodução Pular PUBLICIDADE O prefeito de Ingá, Manoel Batista Chaves Filho, conhecido como Manoel da Lenha (PSD), morreu por Covid-19, aos 64 anos. Ele era do grupo de risco e não resistiu à doença Foto: Divulgação Após quase dois meses internado, o prefeito de Borebi (SP), Antônio Carlos Vaca (PSDB), morreu em junho, quando a cidade contabilizava apenas 9 casos positivos de coronavírus Foto: Divulgação O vice-prefeito de Uberada (MG), João Gilberto Ripposati, morreu em setembro, aos 59 anos, depois de 14 dias internado, lutando contra a doença Foto: Divulgação Vice-prefeito eleito de Jacinto Machado, no Sul de Santa Catarina, José Francisco de Aguiar (PSL), o Zezinho, morreu aos 63 anos, em dezembro, também vítima da Covid. Ele não apresentava comorbidades, segundo a prefeitura da cidade Foto: Divulgação Wilson Braga, ex-governador da Paraíba, morreu aos 88 anos, em maio de 2020, na cidade de João Pessoa. Braga passou mais de 15 dias internado em um hospital particular. O exame que atestou positivo para o coronavírus havia saído um dia depois da confirmação que a esposa dele, a ex-deputada federal Lúcia Braga, também havia morrido com Covid-19 Foto: Divulgação Em outubro de 1994, com o apoio de prefeitos da Baixada Fluminense e de municípios vizinhos, foi o quarto deputado mais votado do estado. No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) anulou a eleição, devido à grande quantidade de votos em branco, e convocou novo pleito em novembro, quando Bornier foi confirmado no cargo. No mês seguinte, desligou-se do PL e ingressou no PSDB. Em fevereiro de 1995, assumiu o segundo mandato, licenciando-se imediatamente, para se manter no cargo de secretário Especial da Baixada Fluminense e Municípios Adjacentes, do governo de Marcelo Alencar. Em 1996, renunciou ao cargo para assumir pela primeira vez a Prefeitura de Nova Iguaçu no ano seguinte.

Leia : Um ano depois, pautas citadas em reunião ministerial avançaram

Em 2000, ainda pelo PSDB, Bornier foi reeleito para a prefeitura, mas renunciou e deixou o cargo com seu vice,  pouco mais de um ano do segundo mandato, para tentar novamente uma cadeira na Câmara dos Deputados, agora de novo pelo PL. Foi eleito em 2002 e reeleito em 2006, a última vez pelo MDB.

PUBLICIDADE Em 2008, concorreu mais uma vez à Prefeitura de Nova Iguaçu envolto em briga judicial após ter sido declarado inelegível pelo Superior Tribunal Federal, porque as contas do seu último governo foram reprovadas pela  Câmara dos Vereadores. Bornier, porém, concorreu mesmo assim, mas foi derrotado pelo candidato do PT, Lindberg Farias.

Nas eleições de 2010, foi novamente candidato a uma vaga de deputado federal pelo PMDB, mas os 72.352 votos lhe renderam a suplência. Com a licença do titular, deputado Pedro Paulo, que assumiu cargo na prefeitura do Rio de Janeiro, foi empossado na Câmara em Fevereiro de 2011.

No ano seguinte, licenciou-se mais uma vez do cargo para concorrer nas eleições em Nova Iguaçu, em que que derrotou  Sheila Gama (PDT). No primeiro mês do novo mandato em 2013, duas medidas adotadas ganharam destaque na imprensa: o fechamento da sede da prefeitura, sob a alegação de falta de condições de trabalho e endividamento; e, a aprovação de um aumento de até 102% para membros do poder executivo e legislativo municipais. Em 2016, o então prefeito voltou ser criticado após sansionar lei em que proibia o uso de qualquer material didático contendo orientações sobre diversidade sexual nas escolas do município.

PUBLICIDADE Em dezembro de 2015, foi alvo de operação da Polícia Federal no âmbito da Lava-Jato. As investigações miravam o ex-presidente da câmara Eduardo Cunha, aliado de Bornier. A polícia estave na casa dele na Barra da Tijuca, no Rio, para cumprir mandado de busca e apreensão. Na ápoca, mesmo no cargo de prefeito, ele não morava em Nova Iguaçu.

Bornier também aparece em uma ligação suspeita com o  empresário Luiz Roberto Martins Soares, preso na Operação Favorito em maio de 2020, considerado responsável por superfaturar a compra de refeições para UPAs da capital e da Baixada Fluminense. A conversa com Martins levanta suspeitas sobre a participação do ex-prefeito no esquema de desvio de dinheiro público de Organizações Sociais da Saúde do governo do estado no governo Wilson Witzel. Bornier sempre negou todas as suspeitas.

Nelson Bornier nasceu em 14 de janeiro de 1950, em Nova Iguaçu, e formou-se em direito pela faculdade de Valença. Casou-se com Lucir Leone Bornier de Oliveira, com quem teve dois filhos. Um deles, Felipe Bornier, seguiu a carreira do pai, foi eleito deputado federal e chegou a ocupar a secretaria de Esportes de Witzel.