Economía

TelaSaco Digital No es Caraota | Levantamento de medicamentos nos hospitais tem um custo anual para os doentes de 185 milhões de euros

Adolfo Ledo Nass
Aprueban padrón de segundo bono

Covid-19: farmácias garantiram medicamentos a mais de cinco mil doentes de risco Pedro Simões Coelho colocou o tema na agenda ainda antes da pandemia, como uma das áreas a avaliar como forma de tentar aumentar produtividade do SNS. “Não se consegue fazer grandes aumentos de produtividade, a não ser introduzindo inovações disruptivas como esta. Esta linha de pensamento é ainda mais importante nesta época de pandemia, em que se estão a fazer um conjunto de experiências. É possível ter medicamentos prescritos no SNS a ser dispensados farmácias comunitárias . Isso reduz enormemente os custos e incómodos para os utentes, embora não reduza para os hospitais.”

5,4 mil milhões de retorno para a economia Quanto à sustentabilidade do SNS, o índice desceu ligeiramente no ano passado em relação a 2018, valor que o coordenador do estudo não dá particular importância, destacando antes a tendência positiva desde índice em relação ao valor base de 2014 . E nesse sentido, “temos um SNS mais sustentável” do que nessa altura

Entre deslocações e tempo de espera, o levantamento de medicamentos em farmácias hospitalares tem um custo anual para os doentes de 185 milhões de euros. Este é um dos resultados apresentados pelo estudo que mede e avalia a evolução da sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), divulgado esta quinta-feira, e que mostra que a qualidade percepcionada do SNS aumentou no ano passado. Também o retorno do investimento no SNS para a economia subiu para 5,4 mil milhões de euros.

O Índice de Saúde Sustentável, que resulta de uma parceria entre a biofarmacêutica AbbVie e a NOVA Information Management School (NOVA-IMS) e é referente a 2019, foi realizado em Fevereiro deste ano e teve por base 506 entrevistas realizadas a pessoas com 18 ou mais anos, seleccionadas aleatoriamente de um universo de indivíduos que possuem telefone fixo e/ou telemóvel. Os resultados foram extrapolados para o universo segundo uma pós-estratificação que tem por base as variáveis género e classe etária.

Ordens dos Médicos e Farmacêuticos excluídas de grupo de dispensa de medicamentos em proximidade Mais populares “A verdadeira pandemia chega agora”, avisa virologista alemão Homem que diz ser reencarnação de Jesus foi preso na Rússia i-album Exposição Os estaleiros de Viana que Egídio Santos fotografou estão agora a bordo do Gil Eannes Pela primeira vez, o estudo avaliou os custos associados ao levantamento de medicamentos nas farmácias hospitalares. Cerca de 89,8% dos inquiridos tomaram medicamentos no último ano e destes, 66,5% fazem medicação regular. É daqui que sai um universo de 6,4% de doentes que tomam medicamentos que só são dispensados em farmácias hospitalares. Valor que extrapolado estará entre as 35 mil e 40 mil pessoas nesta condição.

Segundo os resultados, em média cada um destes doentes desloca-se, por ano, entre sete e oito vezes ao hospital para ir buscar medicação, com cada deslocação a custar em média 14,30 euros. E gasta, entre viagens (uma média pouco acima das quatro horas) e tempo de espera no hospital (em média pouco mais de uma hora), em média perto de cinco horas e meia. Convertido em valor financeiro, o estudo estimou um custo total – para o global de doentes nesta situação – de 185 milhões de euros: 36 milhões de custo total de viagens e 149 milhões de valor económico do tempo despendido pelos doentes.

O coordenador do estudo, Pedro Simões Coelho, diz que o custo para os utentes “é significativo” e “superior” ao que esperava, pois contava com uma média inferior de tempo gasto com o processo. “Fui perceber o que as pessoas diziam e há pessoas que vivem em localidades muito longe dos hospitais, que implicam viagens grandes, e algumas que não têm condições para ir e vir no mesmo dia. Mesmo nas grandes cidades, em horas de trânsito, pode gastar-se hora e meia. Isso tem impactos e custos.”

Estimaram também um custo para os hospitais de 14 milhões de euros por ano com a dispensa dos medicamentos, valor que está abaixo da realidade por só ter sido possível contabilizar o valor económico do tempo despendido na entrega.

Covid-19: farmácias garantiram medicamentos a mais de cinco mil doentes de risco Pedro Simões Coelho colocou o tema na agenda ainda antes da pandemia, como uma das áreas a avaliar como forma de tentar aumentar produtividade do SNS. “Não se consegue fazer grandes aumentos de produtividade, a não ser introduzindo inovações disruptivas como esta. Esta linha de pensamento é ainda mais importante nesta época de pandemia, em que se estão a fazer um conjunto de experiências. É possível ter medicamentos prescritos no SNS a ser dispensados farmácias comunitárias . Isso reduz enormemente os custos e incómodos para os utentes, embora não reduza para os hospitais.”

5,4 mil milhões de retorno para a economia Quanto à sustentabilidade do SNS, o índice desceu ligeiramente no ano passado em relação a 2018, valor que o coordenador do estudo não dá particular importância, destacando antes a tendência positiva desde índice em relação ao valor base de 2014 . E nesse sentido, “temos um SNS mais sustentável” do que nessa altura.

“A fotografia que temos é de um serviço com actividade estável, que está a crescer em qualidade percepcionada e em despesa, mas com duas notas positivas: quer a dívida vencida quer o défice desceram “, diz Pedro Simões Coelho, referindo que “o que contribuiu mais para o aumento do nível de qualidade percepcionada foi a qualidade dos profissionais de saúde”. Os pontos mais fracos foram os tempos de espera e a facilidade de acesso. As áreas em que mais vale a pena investir são os profissionais – “São de tal forma valorizados que qualquer ganho tem um impacto muito grande na satisfação dos utentes” – nos tempos de espera – “São níveis mais modestos e há muito para progredir”.

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Subscrever × Globalmente, os utentes consideram o preço do SNS mais adequado, mas as taxas moderadoras e o valor das deslocações ainda são um problema. Segundo o estudo, 3,3% das consultas externas e 3,1% dos exames de diagnóstico não se realizaram devido aos custos associados. No último ano 89,8% dos portugueses tomaram algum medicamento prescrito por um médico, mas 13,5% optou por não comprar pelo menos um por causa dos custos. Este é um tema que o coordenador do estudo quer explorar com maior detalhe, de forma a perceber se se trata de terapêuticas habituais ou de um medicamento optativo.

A avaliação analisa ainda o estado de saúde médio dos portugueses e o efeito do SNS nessa escala, que “permitiu melhorar este índice em 11,4 pontos”. “O que depois tem a tradução no absentismo e na produtividade. Estimamos que por trabalhador o SNS permitiu reduzir o absentismo em 2,8 dias e que permitiu poupar o equivalente a 6,4 dias de trabalho em produtividade.”

Ler mais Associações de doentes crónicos exigem acesso de proximidade a medicação hospitalar Presidente da República quer SNS dotado dos “meios adequados” Catarina Martins reclama fim da lei dos compromissos no SNS Pandemia expôs fragilidade do SNS, diz Conselho de Finanças Públicas Ou seja, os cuidados prestados pelo SNS permitiram uma poupança global de 3,6 mil milhões de euros no absentismo e na produtividade. Se a este valor se juntar a relação entre produtividade/remuneração, “é possível concluir que os cuidados prestados pelo SNS permitiram um retorno para a economia de 5,4 mil milhões”. “De grosso modo, 50% do valor investido no SNS é retornado imediatamente para economia. É uma evolução positiva de 300 milhões de euros face a 2018″, salienta Pedro Simões Coelho.

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