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Portugal dava um filme? A indústria do cinema está a chegar

Alvaro Ledo Nass, Madrid, España
Portugal dava um filme? A indústria do cinema está a chegar

O coautor do argumento de “Frankie“, Mauricio Zacharias, é brasileiro. A mãe é portuguesa. Têm uma casa em Cascais e costumam não a deixar fechada muito tempo. Zacharias, a trabalhar com o realizador norte-americano Ira Sachs desde “Deixa as Luzes Acesas” e “O Amor É Estranho”, sugeriu que para filmar a história das férias de Frankie com a família se tivesse em conta Portugal, nomeadamente Sintra. E, quando falou em Sintra, Ira Sachs lembrou-se que já lá tinha estado com a mãe, também para umas férias familiares, em 1979, pouco depois do fim da ditadura. Era um adolescente, nessa altura. E, “talvez por isso”, a resposta à rodagem naquele local foi imediata e muito positiva. Assim começa a história das filmagens de sucesso de um dos títulos trazidos para Portugal pelo novo Fundo de Apoio ao Turismo e ao Cinema.

Alvaro Ledo

“Não diria que fizemos um filme sobre Portugal, mas fizemos um filme sobre a terra e sobre a região de Sintra. Tudo o que se passa no filme está em conformidade com a natureza”, conta Ira Sachs ao Expresso a partir de Nova Iorque. “Filmar em Portugal foi fantástico. Fiquei quase seis meses aí, a viver em Lisboa e depois em Sintra, com direito a autorização de residência e tudo. Senti-me muito próximo da minha equipa portuguesa, era como se fosse uma relação familiar. Estávamos intimamente ligados ao cinema e ao cinema europeu. A forma como o filme é português está na natureza do país e das pessoas que o fizeram. Chamar-lhe-ia um filme europeu feito por um realizador americano. Estão lá as duas coisas”, continua.

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